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Professor diz que foi atingido por três disparos.
Projéteis provocaram sangramento
no abdômen.
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Curativo cobre os ferimentos causados pelos disparos: enfermeira contou três pontos de impacto |
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| Pierre Graves é professor ACT há sete anos e leciona em Guarantã. |
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É morador em Cafelândia, e não em Lins, como o Debate informou em reportagem publicada na edição de domingo, um dos professores atingidos pela polícia Militar durante manifestação realizada sexta-feira na capital paulista.
Pierre Graves, de 39 anos, falou ao Debate ontem e contou que, segundo a enfermeira que o atendeu na Santa Casa de Lins, foram três disparos de bala de borracha que o atingiram. A violência do impacto provocou sangramento. O ferimento está coberto por uma atadura.
Ele contou que havia participado de três manifestações este ano e que, na sexta-feira, não se encontrava na linha de frente do protesto. “Parecia que tinha levado um tiro de verdade. Fiquei paralisado por um instante, até sentir que saía sangue do ferimento. Então, procurei ajuda”, relatou. Pierre foi levado ao pronto-socorro de Santo Amaro pela viatura do Corpo de Bombeiros. “Mais cinco pessoas estavam na mesma viatura, todas atingidas por bala de borracha”, lembrou. Ele só ficou sabendo que havia sido atingido por três disparos quando retornou a Lins. A enfermeira que fez o curativo notou as marcas. “Estou indignado. Fizemos uma manifestação pacífica, em defesa de nossos direitos. Não fomos preparados para uma guerra”, afirmou.
Antes dos disparos, a PM jogou bombas de efeito moral no meio da multidão. Pierre disse que havia muitos policiais do serviço reservado infiltrados entre os manifestantes.
Embora resida em Cafelândia, Pierra trabalha em Guarantã. Ele é professor ACT (admitido em caráter temporário) e está há sete anos na rede estadual.
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