Técnicos divergem sobre qualidade da poda.

Troncos bifurcados, comuns nas árvores da zona urbana de Lins, são indício de problemas
no desenvolvimento da planta, segundo Hemerson Cálgaro, responsável pelo serviço de
poda da Prefeitura
Engenheiro da Prefeitura afirma que muitos problemas
decorrem da má condução das árvores na fase de formação.
Tema controverso e gerador de polêmica e acalorados debates, a forma correta da poda de árvores continua sendo um enigma. Nesta edição, o Debate tenta lançar luz sobre o assunto por meio da exposição de fotos, enviadas por leitores ao responsável da Prefeitura, mostradas também a técnicos da secretaria estadual de Agricultura. As opiniões foram divergentes.
A poda de árvores é de responsabilidade da coordenadoria de Política Rural e Meio Ambiente da Prefeitura (Compor), cujo coordenador, engenheiro agrônomo Hemerson Fernandes Cálgaro, informou ter organizado no ano passado um curso que reuniu mais de 100 pessoas. Desde 1º de janeiro, é a Compor que emite as ordens para poda ou abate de árvores. Só os oito homens que formam a equipe da Leão & Leão, os 53 autônomos cadastrados na Prefeitura e técnicos da CPFL, podem realizar podas.
A poda drástica é crime (lei 9605/98), com pena de detenção (de três meses a um ano), multa ou ambas as penas cumulativamente. A questão é saber quando ela se caracteriza. Na visão do coordenador, muitos problemas atuais relacionados com a poda drástica poderiam ter sido evitados se a população observasse certos cuidados durante o plantio e o crescimento da planta. As técnicas da CATI concordam que existem problemas de condução, mas observam que também existem soluções menos drásticas que poderiam ser adotadas, como o corte em “V”, por exemplo, que livra apenas os ramos centrais da fiação.
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