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Cilmar Machado

O GIRO DO CAVALO DA PAMPEANA...

Cilmar Machado no dia 30 de junho de 2020 às 10:04

Há mais ou menos três anos contei aqui sobre certa lenda urbana em que o cavalo da Pampeana, vez ou outra, resolve deixar seu imponente posto frente àquela badalada churrascaria junto a Rotatória  da Floriano Peixoto, para dar um giro e observar o que rola na cidade. O animal prefere caminhar na madrugada para não assustar as pessoas e também porque o trânsito é mínimo e menos perigoso. E não é que, na madrugada chuvosa e fria do último sábado, resolveu voltar a caminhar? Desta feita, fez questão de carregar consigo seu cavaleiro que, à exemplo de todos os linenses, passou a usar máscara desde o início da pandemia. E lá se foram eles, animal e condutor, num passo lento e a tudo observando.

            O equino desceu a Floriano Peixoto, ganhou a José Lins do Rego e seguiu em busca do campo do Linense. De imediato percebeu que as ruas por onde passava, no Labate e na Vila Alta, estavam recapeadas em sua maioria. ¨Bom para seus moradores¨, pensou o cavalo. Em chegando no Gilbertão, o cavaleiro não se segurou e proferiu um enorme ¨BAH!¨ -  confirmando sua origem gaúcha. Ficou encantado com as obras no entorno do campo que darão um novo impulso na urbanização do local. Animal e cavaleiro adentraram ao estádio onde nova e feliz surpresa os aguardava. A construção da arquibancada de concreto estava a pleno vapor, satisfazendo um velho sonho dos torcedores do Linense. ¨Agora, só falta o time voltar à primeira Divisão¨, pensou o animal.

            E a caminhada continuou. Ganharam o bairro do Rebouças, onde constataram o recapeamento de muitas de suas ruas. Isso agradou cavaleiro e animal que seguiram rumo ao baixadão do Campestre, onde outra feliz surpresa os aguardava. Viram que as marginais do córrego que corta nossa cidade estão sendo ampliadas, partindo desde os fundos do Amigão da Floriano seguindo em busca do Jardim Bandeirantes, na Jacó Melges. Ambas marginais, que cortam o Jardim Tropical e os fundos do Horto serão asfaltadas. As obras iniciais  de desassoreamento do rio estavam a pleno vapor. O cavalo deu uma paradinha para aproveitar os últimos resquícios de grama junto à ponte. Paciencioso, o cavaleiro matutou o quanto a pavimentação daquela área representará para os seus moradores e para a cidade.

            Seguiram trotando pela marginal do Campestre, ganharam a Rodoviária e desta a rua José da Conceição, por onde seguiram em busca da Rotunda. Em lá chegando, outra obra de infraestrutura lhes chamou a atenção: a conclusão do asfaltamento da extensão da marginal até a Chácara Flora levando o progresso junto ao Santa Maria e Tangará.

            A madrugada estava terminando, dando  lugar a um novo dia. Cavaleiro e animal voltaram à rotatória da Rotunda em busca da Pampeana. O cavaleiro, olhando para o córrego Barbosinha,  observou que ainda há muitas outras obras de infraestrutura a serem feitas, especialmente às margens do córrego, que desagua no Campestre. Ali carece da construção e asfaltamento de suas marginais, a instalação de pontes que permitirão acesso aos isolados e populosos bairros junto à chácara do quartel e ao asilo. ¨Isso deverá receber especial atenção do futuro prefeito a ser eleito neste ano ¨, pensou o cavaleiro.

            Quando ambos chegaram ao seu posto, frente a Pampeana, nos altos da cidade, os primeiros e tímidos raios solares da manhã de domingo começaram a encher o céu de luz. Ao reassumirem suas posições estáticas, ambos começaram a programar um novo e futuro giro pela cidade ...

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