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Cilmar Machado

AS LIÇÕES DA PANDEMIA ...

Cilmar Machado no dia 21 de julho de 2020 às 09:42

Muita gente, inclusive eu, reclama ou já reclamou do longo período vivido em quarentena, sem botar a cara e os pés pra fora de casa, a não ser em excepcionalíssimas e raras circunstâncias e ocasiões. Fala-se em confinamento forçado, em cerceamento da liberdade, em limitação da capacidade de ir e vir e muitas outras queixas. Justamente aí é que a quarentena nos proporciona sua primeira e grande lição: a valorização desses direitos constitucionais aos quais sequer pensávamos na época que antecedeu a constatação da pandemia, motivada pela covid-19. Em especial os da chamada 3ª Idade voltaram a experimentar os mesmos sentimentos por eles vividos quando da última ditadura militar: o valor da democracia. Passamos a sentir na pele a saudade dela o que levou ao ressurgimento de velhos e esquecidos valores cristãos e humanos que voltaram a existir no peito de cada um de nós após um longo e letárgico sono cívico. As pessoas passaram a ser mais solidárias para com o próximo e multiplicaram-se os gestos de maior acolhimento e amparo para com os mais carentes e necessitados através ações sociais de há muito esquecidas pela população.

            Na impossibilidade de livre circulação, passamos a contar com o chamado serviço de delivery (entrega em domicílio) o que multiplicou o número dos motoboys (entregadores). Seu arriscado e imprescindível trabalho ganhou o reconhecimento público traduzido em sinceros agradecimentos e gordas gorjetas dantes inexistentes. Nunca nos sentimos tão dependentes do esforço alheio como nessa ocasião.

            Finalmente, com o abre/fecha do comércio, motivado pela diminuição ou aumento do número dos casos de coronavírus na cidade, aprendemos a valorizá-lo mais. Embora as vendas pela internet tenham explodido, nada como a compra presencial, onde se pode escolher, experimentar e ter a quem reclamar no caso de eventual troca ou devolução, o que se processa imediata e rapidamente. Além disso, aprendeu-se que o dinheiro que se ganha aqui, também aqui deve ser gasto, promovendo o crescimento cada vez maior de nosso comércio. Muitos que reclamam da inexistência de um moderno e amplo shopping center na cidade conscientizaram-se de que sua instalação acontecerá somente quando houver a necessária demanda. No comércio, como em muitas outras coisas, também é válido o velho ditado popular que diz que ¨do couro é que se tira a correia¨.

            Que as lições aprendidas com os contratempos provocados pelo coronavírus perdurem por longo tempo, mesmo após o total controle dessa nefasta pandemia, onde também aprendemos a valorizar em muito o inestimável dom da vida ...

 

cilmarmachado@yahoo.com.br  

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