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A Justiça prorrogou até o dia 25 deste mês a prisão temporária de Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, suspeita pela morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos. O crime ocorreu no dia 18 de janeiro em uma casa de lazer localizada no bairro Manuel Scalfi, em Lins.
A prorrogação foi solicitada pelo delegado Lucas Piovesan, responsável pela investigação na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Com o novo prazo, a Polícia Civil terá até o dia 25 para concluir o inquérito e encaminhar o relatório final à Justiça.
Em entrevista ao Debate, o delegado afirmou que, até o momento, não surgiram fatos novos relevantes além do que já foi apurado durante a investigação, que indica a suspeita como autora do crime, apesar de ela continuar negando envolvimento.
Reconstituição do caso
Conforme o Debate noticiou, na manhã do dia 19 de fevereiro, a Polícia Civil realizou a reconstituição da morte de Beatriz. A diligência ocorreu no próprio local dos fatos e teve como objetivo esclarecer divergências entre a versão apresentada pela investigada e os elementos técnicos já reunidos no inquérito.
O caso, tratado como homicídio, está para completar dois meses e segue cercado de mistério.
Para a reprodução da cena, a Polícia Civil solicitou à penitenciária a apresentação de Grazielli e também convocou o outro homem que estava na casa de lazer no dia da ocorrência. A defesa da investigada acompanhou e participou da diligência.
Versão contestada pela perícia
Durante a reconstituição, Grazielli manteve a versão de que Beatriz teria morrido após sofrer um choque elétrico. No entanto, o exame necroscópico descartou essa hipótese.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi afogamento. “O laudo necroscópico é claro ao apontar afogamento como causa da morte. A tese de choque elétrico não se sustenta tecnicamente”, ressaltou o delegado.
A Polícia aguarda ainda o laudo toxicológico, que está sendo realizado em São Paulo, normalmente mais demorado.