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Morte em casa de lazer: Polícia Civil conclui inquérito e indicia investigada por homicídio qualificado, por meio de asfixia, e fraude processual

no dia 24 de março de 2026 às 17:43
- Delegado Lucas Piovasan conversa com perito antes da reconstituição (foto: Emerson Secco)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, concluiu o inquérito que apurou a morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, ocorrida no dia 16 de janeiro, em uma área de lazer localizada no bairro Manoel Scalfi, em Lins.

Na ocasião, a vítima estava acompanhada de Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, que relatou inicialmente que Beatriz teria sofrido uma descarga elétrica ao tentar ligar a cascata da piscina, vindo a óbito no local.

No entanto, o exame necroscópico apontou que a causa da morte foi asfixia por afogamento, descartando a hipótese de choque elétrico.

Diante das inconsistências na versão apresentada, a Polícia Civil instaurou inquérito e passou a investigar Grazielli, única pessoa presente no local no momento dos fatos. Segundo a investigação, foram identificadas contradições relevantes, especialmente quanto à dinâmica do ocorrido e à posição em que o corpo da vítima foi encontrado. De acordo com os levantamentos, pela distância, não seria possível que Beatriz tivesse alcançado o disjuntor, como alegado.

“O exame necroscópico é categórico ao apontar a causa da morte por afogamento. Não se trata apenas de água nos pulmões, mas em toda a via respiratória, além de congestão polivisceral e presença de água no duodeno”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Lucas Piovesan.

Ainda conforme a autoridade policial, os laudos periciais indicam que a vítima estava viva no momento em que foi submersa. “A presença de líquido nas vias digestivas e a reação vital nos pulmões confirmam que Beatriz estava viva quando foi afogada”, destacou.

A investigação também não encontrou qualquer evidência de descarga elétrica, reforçando a conclusão de que a morte ocorreu exclusivamente por afogamento.

Grazielli de Barros Silva foi indiciada por homicídio qualificado, por meio de asfixia, e por fraude processual. Segundo a polícia, o corpo da vítima teria sido retirado da piscina e posicionado do lado de fora com o objetivo de induzir as autoridades a erro quanto à causa da morte.

A investigada, que estava presa temporariamente, teve a prisão convertida em preventiva e permanecerá à disposição da Justiça.

 

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