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Geral

Supervisora perde R$ 66 mil após postar anúncio de um guarda-roupa. Ela ofereceu o móvel por R$ 900,00 no Marketplace e acabou caindo em golpe sofisticado

no dia 10 de junho de 2026 às 12:40

Uma mulher de 41 anos, que exerce cargo de supervisora, sofreu na última sexta-feira. 5, um prejuízo de mais de R$ 66 mil após tentar vender um guarda−roupa no valor de R$ 900,00 pelo Marketplace. O caso, que começou como uma negociação comum, evoluiu para um golpe financeiro aplicado por criminosos que se passaram por representantes do Mercado Pago e do Picpay, utilizando link fraudulento e boletos falsos.

De acordo com o boletim de ocorrência (B.O.) registrado na Central da Polícia Judiciária (CPJ) de Lins, a vítima foi contatada por uma mulher que se apresentou como “Rafaela”, pelo número (95) 99757-8592. A falsa interessada alegou ter um crédito no Mercado Pago e pediu que a vendedora anunciasse o produto também na plataforma – o que foi feito prontamente.

Rafaela então disse que já havia efetuado o pagamento e que precisava verificar como a vítima receberia o valor. Minutos depois, a supervisora recebeu uma ligação via WhatsApp do número (13) 98232-2889, com o logotipo do Mercado Pago na imagem de perfil. O suposto atendente orientou que ela clicasse em um link para concluir o recebimento. Ao seguir as instruções, porém, a vítima percebeu que, em vez de creditarem os R$ 900,00 um valor foi debitado de sua conta.

Na quinta-feira, 4, houve um novo contato. Desta vez, uma pessoa identificada como “João Lucas” (telefone 31-9200-0644) afirmou ser do Picpay e disse que a conta da vítima havia sido invadida, com boletos emitidos indevidamente. A instrução era pagar os boletos sob a falsa promessa de que se tratava de um “cancelamento de operação” e que o banco restituiria o valor em até duas horas.

Acreditando na versão, a supervisora realizou os pagamentos. Os quatro comprovantes anexados ao B.O. revelam transferências que totalizam aproximadamente R$ 66.738,98.

A vítima foi orientada a comparecer à sua agência bancária para solicitar o Bloqueio Cautelar e acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Na delegacia, ela foi orientada sobre o prazodecadencial para representação criminal contra os golpistas.

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