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Durante a discussão que culminou na cassação do mandato do vereador Robson Peres, um dos temas debatidos entre a população e os parlamentares foi a ausência de penalidades intermediárias no Regimento Interno da Câmara Municipal de Lins.
Além dos vereadores que defenderam a cassação e dos que votaram pela absolvição, houve um grupo que considerava a perda do mandato uma medida excessiva para o caso.
A proposta defendida por esses parlamentares seria a aplicação de uma sanção mais branda, como o afastamento temporário do cargo, sem remuneração, preservando o mandato conferido pelas urnas.
Atualmente, o Regimento Interno da Câmara não prevê esse tipo de punição. Segundo o vereador Roy Nelson Pinto, já está em elaboração um projeto para criar sanções intermediárias, que poderá ser apresentado ainda este ano.
Caso não consiga reverter a decisão da Câmara na Justiça, Robson Peres ficará inelegível por oito anos, conforme prevê a legislação eleitoral.
Quem assume a vaga
Com a cassação, a vaga passa ao primeiro suplente do Republicanos, Cristiano Paixão de França, de 45 anos, operador de implemento agrícola e natural de São Sebastião (AL). Nas eleições, ele recebeu 448 votos.
Robson Peres, de 38 anos, é engenheiro, exercia seu segundo mandato como vereador e foi o quarto mais votado nas últimas eleições, com 1.043 votos. Em seu primeiro mandato, presidiu a Câmara Municipal.