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Câmara estuda criar punições intermediárias para vereadores. Cristiano Paixão de França, de 45 anos, é o suplente de Robson Peres

no dia 23 de julho de 2026 às 23:08
Atualizada em 23 de julho de 2026 às 23:13
- Câmara Municipal de Lins (foto: Divulgação)

Durante a discussão que culminou na cassação do mandato do vereador Robson Peres, um dos temas debatidos entre a população e os parlamentares foi a ausência de penalidades intermediárias no Regimento Interno da Câmara Municipal de Lins.

Além dos vereadores que defenderam a cassação e dos que votaram pela absolvição, houve um grupo que considerava a perda do mandato uma medida excessiva para o caso.

A proposta defendida por esses parlamentares seria a aplicação de uma sanção mais branda, como o afastamento temporário do cargo, sem remuneração, preservando o mandato conferido pelas urnas.

Atualmente, o Regimento Interno da Câmara não prevê esse tipo de punição. Segundo o vereador Roy Nelson Pinto, já está em elaboração um projeto para criar sanções intermediárias, que poderá ser apresentado ainda este ano.

Caso não consiga reverter a decisão da Câmara na Justiça, Robson Peres ficará inelegível por oito anos, conforme prevê a legislação eleitoral.

Quem assume a vaga

Com a cassação, a vaga passa ao primeiro suplente do Republicanos, Cristiano Paixão de França, de 45 anos, operador de implemento agrícola e natural de São Sebastião (AL). Nas eleições, ele recebeu 448 votos.

Robson Peres, de 38 anos, é engenheiro, exercia seu segundo mandato como vereador e foi o quarto mais votado nas últimas eleições, com 1.043 votos. Em seu primeiro mandato, presidiu a Câmara Municipal.

 

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