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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, esclareceu mais uma ocorrência de falsa comunicação de crime no município. É o segundo registro do mês envolvendo uma ocorrência inicialmente apresentada como roubo e posteriormente desvendada. A outra ocorrência foi divulgada na semana passada.
O fato mais recente foi registrado no dia 19, no Jardim Santa Clara. Inicialmente, a informação era de que dois homens desconhecidos teriam invadido uma casa, agredido um morador e tentado levar um veículo, além de exigir dinheiro e transferências via Pix. Também foram relatados danos em veículos que estavam no imóvel.
Durante a investigação, porém, os policiais identificaram divergências entre as versões apresentadas pelos envolvidos.
O companheiro do comunicante relatou que os fatos tiveram origem em uma discussão entre o casal, após uma confraternização em que ambos haviam consumido bebida alcoólica. Segundo seu depoimento, um deles tentou deixar a casa utilizando um veículo, quando houve uma colisão entre dois automóveis e, posteriormente, uma luta corporal.
Ainda conforme o relato, o homem danificou o próprio veículo utilizando um banco de madeira. Ele negou a participação de terceiros e afirmou que não houve tentativa de roubo.
Comunicante admite ter inventado o roubo
Ouvido novamente na Delegacia de Polícia, o comunicante mudou a versão e admitiu ter inventado a história de que havia sido vítima de roubo.
Segundo declarou, após a discussão com o companheiro, entrou em contato com uma amiga e informou falsamente que havia sido vítima de criminosos. Ele afirmou que não imaginava que a informação provocaria o acionamento da Polícia Militar e, depois da chegada dos policiais, manteve a versão por não saber como voltar atrás.
O comunicante também declarou que ele e o companheiro estavam em processo de adoção e que temiam que a conduta atribuída ao parceiro, relacionada aos danos no veículo e à intenção de dirigir após o consumo de bebida alcoólica, pudesse prejudicar o procedimento. Segundo seu depoimento, esse receio teria motivado a criação da falsa narrativa.
Investigação aponta comunicação falsa de crime
Diante dos elementos reunidos, o relatório da investigação apontou indícios da prática do delito previsto no artigo 340 do Código Penal, que trata da comunicação falsa de crime ou de contravenção.
O delegado Lucas Piovesan, responsável pela investigação, afirmou que ocorrências dessa natureza mobilizam equipes policiais para apurar fatos que não aconteceram e podem contribuir para uma percepção equivocada sobre os índices de criminalidade no município. “Por mais que os meios de comunicação tenham noticiado que as mentiras têm sido descobertas, as pessoas ainda insistem em tentar ludibriar a Polícia. Além de movimentar a equipe de investigação para um fato que não existiu, a notícia falsa de crimes graves como roubos gera uma sensação de insegurança na comunidade, que passa a acreditar que crimes graves têm aumentado em nossa cidade, quando, na verdade, têm diminuído consideravelmente”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, esclareceu mais uma ocorrência de falsa comunicação de crime no município. É o segundo registro do mês envolvendo uma ocorrência inicialmente apresentada como roubo e posteriormente desvendada. A outra ocorrência foi divulgada na semana passada.
O fato mais recente foi registrado no dia 19, no Jardim Santa Clara. Inicialmente, a informação era de que dois homens desconhecidos teriam invadido uma casa, agredido um morador e tentado levar um veículo, além de exigir dinheiro e transferências via Pix. Também foram relatados danos em veículos que estavam no imóvel.
Durante a investigação, porém, os policiais identificaram divergências entre as versões apresentadas pelos envolvidos.
O companheiro do comunicante relatou que os fatos tiveram origem em uma discussão entre o casal, após uma confraternização em que ambos haviam consumido bebida alcoólica. Segundo seu depoimento, um deles tentou deixar a casa utilizando um veículo, quando houve uma colisão entre dois automóveis e, posteriormente, uma luta corporal.
Ainda conforme o relato, o homem danificou o próprio veículo utilizando um banco de madeira. Ele negou a participação de terceiros e afirmou que não houve tentativa de roubo.
Comunicante admite ter inventado o roubo
Ouvido novamente na Delegacia de Polícia, o comunicante mudou a versão e admitiu ter inventado a história de que havia sido vítima de roubo.
Segundo declarou, após a discussão com o companheiro, entrou em contato com uma amiga e informou falsamente que havia sido vítima de criminosos. Ele afirmou que não imaginava que a informação provocaria o acionamento da Polícia Militar e, depois da chegada dos policiais, manteve a versão por não saber como voltar atrás.
O comunicante também declarou que ele e o companheiro estavam em processo de adoção e que temiam que a conduta atribuída ao parceiro, relacionada aos danos no veículo e à intenção de dirigir após o consumo de bebida alcoólica, pudesse prejudicar o procedimento. Segundo seu depoimento, esse receio teria motivado a criação da falsa narrativa.
Investigação aponta comunicação falsa de crime
Diante dos elementos reunidos, o relatório da investigação apontou indícios da prática do delito previsto no artigo 340 do Código Penal, que trata da comunicação falsa de crime ou de contravenção.
O delegado Lucas Piovesan, responsável pela investigação, afirmou que ocorrências dessa natureza mobilizam equipes policiais para apurar fatos que não aconteceram e podem contribuir para uma percepção equivocada sobre os índices de criminalidade no município. “Por mais que os meios de comunicação tenham noticiado que as mentiras têm sido descobertas, as pessoas ainda insistem em tentar ludibriar a Polícia. Além de movimentar a equipe de investigação para um fato que não existiu, a notícia falsa de crimes graves como roubos gera uma sensação de insegurança na comunidade, que passa a acreditar que crimes graves têm aumentado em nossa cidade, quando, na verdade, têm diminuído consideravelmente”, afirmou o delegado.