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A situação das pessoas em situação de rua apresenta um desafio que envolve assistência social, saúde, segurança pública e políticas nacionais. Segundo os relatos apresentados na reunião ordinária do Conseg, realizada na quinta-feira, 24, uma das principais dificuldades é o caráter itinerante: muitas pessoas circulam entre Lins e outros municípios, dificultando a continuidade do atendimento.
A atuação da assistência social e das entidades do município teria melhorado a integração e proporcionado um certo desafogo, principalmente no atendimento às necessidades básicas. Entretanto, parte das pessoas atendidas retorna às ruas ou segue para outras cidades. Vão e volta como turistas.
Outro ponto citado é a presença de usuários de drogas em situação de rua, o que amplia a complexidade do problema. Na avaliação apresentada, as regras da política nacional do “SUAS” também impõem limitações para determinadas formas de intervenção, tornando difícil produzir resultados permanentes apenas com ações municipais.
O capitão PM Dias ressaltou que ações de segurança também contribuem para reduzir a circulação em determinados pontos. Segundo ele, a lacração de 12 casas teria colaborado para diminuir a concentração e a circulação de pessoas nesses locais. A Prefeitura, por sua vez, mantém atendimento para necessidades básicas, como alimentação, enquanto entidades sociais auxiliam no acolhimento.
O delegado dr. Arthur Franco chamou atenção para outro aspecto: existem pessoas que, por decisão própria, preferem permanecer nas ruas, mesmo quando há possibilidade de aproximação com familiares ou serviços públicos.
Um dos casos relatados envolve um cidadão de Botucatu, que veio parar em Lins. Ele permaneceu cerca de 40 anos afastado da família. Houve uma tentativa de reintegração familiar, mas ele permaneceu apenas cinco dias com os familiares antes de voltar à situação de rua. Posteriormente, foi localizado na estrada entre Lins e Sabino, onde estava exposto ao risco de provocar ou sofrer um acidente. A equipe da Prefeitura/GCM conseguiu retirá-lo da estrada e realizar o atendimento.
O cenário revela que o problema não se resume à falta de acolhimento. Existe uma rede municipal atuante, mas a resistência de parte das pessoas ao acolhimento e as limitações das políticas públicas nacionais tornam a solução permanente um desafio.