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O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (Liraa) de Lins apresentou um indicador acima de 4, número considerado crítico pelo Ministério da Saúde. O dado, divulgado entre os 38 municípios da região de saúde, acende um alerta para a presença de criadouros do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. A informação foi detalhada pela secretária municipal de saúde, Silvia Vasconcelos.
De acordo com a secretária, o Liraa é um método simplificado de amostragem que avalia a quantidade de recipientes encontrados com foco positivo do mosquito. "A gente faz essa avaliação de forma muito criteriosa, até para que a gente possa direcionar nossos trabalhos de controle de criadouros. E, realmente, tem uma quantidade grande de criadores. O nosso trabalho é de intensificar esse combate", explicou.
Apesar do índice elevado de larvas, o cenário epidemiológico da doença na cidade é considerado controlado. Lins contabiliza 13 casos positivos de dengue em 2026, sendo que o último registro ocorreu em junho.
Esse número contrasta com o de outras cidades da região que, mesmo apresentando índices menores no Liraa, apresentam níveis de infestação muito maiores. É o caso de Bauru (126 casos), Marília (100), Agudos (48) e Penápolis (39). "Isso pode significar, como eu disse, uma questão multifatorial, que na presença dessas larvas, elas proliferaram a ponto de causar uma infestação", ponderou Silvia.
A secretária ressalta, no entanto, que o baixo número de casos não deve ser motivo para tranquilidade. "Não é para tranquilizar as pessoas, porque a gente nunca pode ficar tranquilo em relação à dengue. É sempre redobrar os cuidados", alertou.
Segundo ela, a equipe de saúde mantém o trabalho de controle intensificado de todas as formas, incluindo o controle manual e mecânico de criadouros, a manutenção de estações disseminadoras de larvicida em vários pontos da cidade e o reforço nas ações educativas.