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Geral

Ex-presidente da APAE diz que dívidas com INSS e FGTS estão parceladas e que isso era de conhecimento geral na entidade

no dia 27 de janeiro de 2020 às 20:47
- Creusa foi presidente durante seis anos (foto: Emerson Secco/arquivo)

A ex-presidente da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Lins), Creusa Martins Pedroso, entrou em conto com o Debate no sábado para se pronunciar a respeito da dívida não informada ao novo presidente Hélio Patrício Ruiz. O assunto havia sido destaque na edição de quinta-feira, dia 23.

Creusa conversou com a reportagem por telefone durante mais de meia hora, mas não conseguiu explicar porque não informou ao novo presidente sobre o total da dívida, limitando-se a informar o déficit mensal e o montante atual, sem mencionar os parcelamentos do FGTS e INSS. “Infelizmente, houve a falta de melhor entendimento. Na verdade ele solicitou ao financeiro da APAE que fosse constado em ata os valores dos salários atrasados e o déficit mensal. Foi isso que me foi passado (pelo financeiro), aí eu ainda disse que não dava para constar tudo em ata, tem a planilha que a gente levou para a Câmara... Eu ainda falei, coloquem o balancete anual e, por engano, colocaram o mensal”, explicou.

Creusa afirmou que o parcelamento do FGTS e do INSS, bem como o déficit mensal, é de conhecimento de todos na instituição. “Eu tenho conhecimento como todo mundo na APAE tem. Não dava para pagar e vínhamos parcelando, tanto que fazíamos promoções mensais para conseguir o dinheiro para pagar e não perder a Certidão Negativa de Débito (CND), o que implicaria em não poder receber mais recursos dos convênios”, comentou.

A ex-presidente acrescentou que teve uma conversa rápida com o futuro presidente e se colocou à disposição para passar as informações, mas ele se reportou aos funcionários que apoiavam sua candidatura.

A respeito da ação trabalhista, que teria transitado em julgado, Creusa garantiu que ainda não tinha sido informada pela assessoria jurídica da instituição.

A nova diretoria da APAE, liderada pelo advogado Hélio Patrício Ruiz, foi eleita no dia 29 de novembro do ano passado. Na época, a dívida anunciada chegava a R$ 150 mil com um déficit mensal de R$ 20 mil.

Depois de assumir, em 2 de janeiro, o novo presidente descobriu que, na verdade, a dívida supera a casa dos R$ 900 mil, inclusive com uma condenação trabalhista de R$ 320 mil já transitada em julgado.

Risco de fechar

O presidente Hélio Patrício Ruiz teme que a crise resulte no fechamento da instituição, atualmente com 150 pessoas especiais assistidas. Ele precisa de R$ 2 mil até o final desta semana para não perder a CND – até ontem havia conseguido R$ 1,2 mil em doação. O novo presidente já comunicou ao prefeito Edgar e ao presidente da Câmara Neto Danzi o valor real da dívida e analisa a possibilidade de vender uma parte do terreno da APAE, que está ocioso, para levantar dinheiro. Um dos problemas é que esse processo vai demorar cerca de seis meses e há urgência em conseguir recursos para manter a entidade ativa.

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