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Tem sido comum ouvir dos moradores de Lins que o início de 2026 foi marcado por chuvas muito acima do habitual. A percepção popular se confirma nos dados do monitoramento pluviométrico da Coordenadoria da Defesa Civil, conforme levantamento realizado pelo jornal Debate.
Entre 1º de janeiro e 19 de março de 2026, choveu na cidade 685 milímetros (litros por metro quadrado). O acumulado mensal foi de 158mm em janeiro, 248mm em fevereiro e 279mm apenas nos primeiros 19 dias de março.
No mesmo período de 2025, o volume somou 382mm, com 126mm em janeiro, 154,5mm em fevereiro e 106mm em março. Considerando que após o dia 19 de março deste ano houve pelo menos duas chuvas torrenciais ainda não computadas no relatório oficial, é possível afirmar que o volume acumulado em 2026 já é o dobro — ou até mais — do que o registrado em todo o primeiro trimestre do ano passado.
Comparação com anos anteriores
Em relação a 2024, ano em que também houve alta pluviosidade no período, a diferença é menor. Naquele ano, o acumulado de janeiro a março foi de 515,5mm.
Já 2023 foi atípico, com volume bem superior aos três anos subsequentes no primeiro trimestre: foram 970mm entre janeiro e março. Desse total, apenas em janeiro caíram 475mm, sendo que um único dia registrou 135mm, o que provocou a destruição da avenida Tiradentes, na margem do córrego Campestre, em frente à Pista de Cooper.
Após o estrago, a Prefeitura optou por uma recuperação definitiva no local, com a canalização de dois quilômetros e um investimento de cerca de R$ 15 milhões.