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O prefeito dr. João Pandolfi esteve pessoalmente nas ruas do município ontem, comandando uma operação de abordagem à população em situação de rua. A ação, que reuniu equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Civil, Saúde Mental e Assistência Social, foi realizada depois de alguns incidentes envolvendo moradores de rua, incluindo um caso registrado na rodoviária.
Ao todo, foram feitas 48 abordagens. De acordo com o balanço divulgado: 10 pessoas tiveram passagens expedidas; 8 foram encaminhadas para internação; 90% dos abordados não são de Lins; 95% têm antecedentes criminais.
Durante a operação, as equipes apreenderam duas armas brancas (facas) e vários apetrechos para uso de entorpecentes.
Prefeito relata caso de furto em supermercado
Em entrevista ao final da operação, o prefeito dr. João Pandolfi citou um caso concreto que ilustra o ciclo de reincidência enfrentado pela cidade. "Um dos abordados hoje já havia sido preso no sábado passado após furtar um supermercado aqui em Lins. Ele foi colocado em liberdade na audiência de custódia e poucos dias depois já estava novamente na rua. É um caso típico do que a gente enfrenta."
O prefeito destacou que a maioria esmagadora das pessoas em situação de rua, em Lins, é de fora do município. "Tem gente de Alagoas, do Paraná, de São Paulo (capital), de São José dos Campos. Eles vêm para Lins e muitos deles, quando abordados, vieram ao nosso encontro pedindo passagem para ir embora ou pedindo internação, especialmente os usuários de álcool e droga. Isso mostra que há um sofrimento ali, mas também um impacto direto na nossa cidade."
Moradores de Lins que preferem a rua
Pandolfi também chamou a atenção para um fenômeno específico: moradores natos de Lins que, mesmo tendo casa, optam por viver nas ruas. "Tem gente de Lins que tem casa, mas quer ficar na rua. É uma escolha pessoal, e a gente respeita, mas isso não pode interferir na segurança e na saúde pública coletiva."
O prefeito foi enfático ao relacionar a situação à segurança e à saúde pública da cidade, citando um caso grave identificado na operação. "Isso interfere na segurança pública, sim, e também na saúde pública. Hoje mesmo, um dos abordados é soropositivo para HIV. É uma pessoa que precisa de tratamento, de acompanhamento, e que estava vivendo em condições precárias, expondo a si mesmo e, de certa forma, a própria comunidade a riscos sanitários."
Ele ressaltou que as ações de abordagem já vinham acontecendo, mas que serão intensificadas daqui para frente. "Nós já fazíamos esse trabalho, mas vamos intensificar ainda mais. Não vamos criminalizar quem está em situação de rua, mas também não vamos aceitar que a cidade fique refém. Vamos acolher quem precisa de tratamento, ajudar quem quer voltar para sua cidade de origem e agir com firmeza quando houver crime", concluiu o prefeito.