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Lins registrou queda significativa na taxa de gravidez na adolescência nos últimos cinco anos. Dados da plataforma de nascidos vivos do Ministério da Saúde mostram que o índice passou de 9,3% em 2020 para 6,1% em 2025, indicando redução contínua no número de mães entre 10 e 19 anos no município.
Em números absolutos, foram registrados 81 nascimentos de mães adolescentes em 2020. Em 2025, o número caiu para 50 casos, representando redução de aproximadamente 38% no período.
Os dados apontam uma tendência de queda ao longo dos anos. Em 2021 foram registrados 69 nascimentos de mães adolescentes; em 2022, 65; em 2023, 70; em 2024, 55; e em 2025, 50.
Já o total geral de nascidos vivos em Lins variou durante o período analisado. Em 2020 foram 868 nascimentos; em 2021, 814; em 2022, 797; em 2023, 838; em 2024, 727; e em 2025, 822.
Segundo a secretária municipal de saúde, Silvia Vasconcelos, a redução está diretamente ligada ao fortalecimento das políticas públicas voltadas à adolescência e à ampliação do acesso aos métodos contraceptivos oferecidos pela rede pública, especialmente o DIU e o Implanon.
Os números de inserções de DIU no município cresceram de forma expressiva nos últimos anos. Em 2021 foram realizados sete procedimentos. Em 2022, o número subiu para 15; em 2023 foram 13 inserções; em 2024, 62; chegando a 220 procedimentos em 2025. “Não representa apenas um número, mas a possibilidade de as mulheres terem autonomia para escolher o planejamento reprodutivo mais adequado às suas condições e ao seu momento de vida”, destacou a secretária.
Silvia participou ontem, em Brasília, da cerimônia de premiação das 30 experiências pioneiras na área da saúde pública. Lins foi reconhecida justamente pelo projeto de ampliação da oferta do DIU na rede municipal. “Temos investido fortemente nas políticas de saúde voltadas aos adolescentes, principalmente na orientação, prevenção e ampliação do acesso aos métodos contraceptivos. Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo ao oferecer mais autonomia, acolhimento e acesso à saúde para as mulheres”, afirmou.
Apesar da redução nos índices, especialistas ressaltam que a gravidez na adolescência ainda é considerada um desafio de saúde pública pelos impactos sociais, educacionais e econômicos que pode provocar na vida das jovens.