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A Prefeitura deu início à fase de treinamento do novo sistema da Zona Azul, que será operado por aplicativo de celular. A licitação para contratação do software já foi concluída e a equipe responsável pela operação do novo sistema de estacionamento rotativo passa por capacitação antes de iniciar a implantação.
Segundo o prefeito dr. João Pandolfi, a retomada da cobrança que deve ocorrer em breve, atende a uma reivindicação antiga do comércio central, que reclama da dificuldade de encontrar vagas devido à ausência de rotatividade desde a suspensão do serviço anterior. “O que temos ouvido dos comerciantes é justamente a falta de vagas. Muitos veículos acabam permanecendo o dia inteiro estacionados, inclusive de funcionários das próprias lojas. Talvez falte um ajuste entre empregadores e empregados, mas a Zona Azul ajuda justamente a garantir essa rotatividade”, afirmou o prefeito.
O secretário municipal de trânsito e transporte, Marco Legramandi, informou que a empresa DSIN Tecnologia da Informação, de Marília, venceu a licitação para fornecimento do sistema. A companhia já atua em cidades como Londrina e Maringá.
Atualmente, guardas civis municipais e agentes da Secretaria de Trânsito participam do treinamento operacional do sistema. As placas de sinalização estão sendo produzidas pela própria Prefeitura.
Haverá período de adaptação
A administração municipal informou que haverá um período inicial de adaptação para que motoristas se familiarizem com o aplicativo antes do início efetivo da cobrança. Os valores permanecerão os mesmos: R$ 1,50 por hora, com permanência máxima de duas horas na vaga.
As motocicletas estacionadas nos bolsões específicos continuarão isentas de cobrança e não precisarão utilizar aplicativo. Idosos e pessoas com deficiência terão gratuidade, mas também deverão respeitar o limite de duas horas, garantindo a rotatividade das vagas.
Área de cobertura não muda
A área de cobertura da Zona Azul permanecerá a mesma atualmente existente na região central da cidade. De acordo com a Prefeitura, o custo mensal do novo modelo será de aproximadamente R$ 15 mil, valor referente à licença do software e aos equipamentos fornecidos pela empresa contratada.
O antigo sistema, operado por agentes, era considerado deficitário pela administração municipal, que precisava complementar mensalmente os custos da operação. O convênio mantido durante 25 anos com o Centro de Formação do Mirim de Lins (CEMIC) acabou encerrado após apontamentos do Tribunal de Contas. Sem encontrar outro modelo viável, o município optou pela suspensão do serviço no fim de janeiro.
Desde então, não há cobrança para estacionamento na região central de Lins.