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Uma mulher de 54 anos foi presa na manhã de segunda-feira, 25, após confessar que ateou fogo no imóvel onde mora, no centro da cidade de Sabino. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins.
Segundo o boletim de ocorrência (B.O.), a autora é proprietária do imóvel, mas ele também pertence a outros irmãos e familiares por herança. Após iniciar o incêndio, ela deixou a residência, foi até o centro de Sabino e embarcou em um ônibus escolar com destino a Lins. Funcionários da Prefeitura que souberam dos fatos a levaram até a delegacia.
A Polícia Militar foi acionada e preservou o local para perícia. De acordo com o policial Bicas, os danos causados pelo fogo foram confirmados. Familiares relataram que a autora tem problemas psicológicos.
O irmão da mulher compareceu ao plantão policial e afirmou que, ao ver o imóvel, constatou que ele foi consumido “quase que em sua totalidade” pelas chamas. Ele reiterou que a irmã sofre de transtornos mentais.
Confissão e pedido de exame psiquiátrico
Em sua deliberação, a autoridade policial destacou que a materialidade do crime e os indícios de autoria estão demonstrados, especialmente pela confissão da autora e pelas fotos anexadas ao B.O. Apesar das alegações de problemas mentais, o delegado entendeu que não há comprovação cabal de inimputabilidade no momento, razão pela qual ela foi presa.
Ao mesmo tempo, diante da dúvida sobre a sanidade mental da indiciada, a Polícia pediu a realização de exame de sanidade mental (exame médico-legal) para avaliar se ela tinha, na data do fato, plena capacidade de entender o caráter ilícito da conduta.
O crime de incêndio está previsto no artigo 250 do Código Penal. Não houve vítimas.