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Mais letal da década, 2025 teve 16 mortes no trânsito em Lins. Do total, 12 ocorreram em vias urbanas; motociclistas são as maiores vítimas

no dia 29 de maio de 2026 às 17:12
- Motociclista invade a faixa do automóvel (foto: Divulgação)

O ano de 2025 entrou para a história como o mais letal no trânsito de Lins nos últimos dez anos. Ao todo, foram registradas 16 mortes, considerando vias urbanas, estradas e rodovias. Desse total, 12 vítimas morreram nas ruas da cidade e outras quatro em entradas e rodovias. Os dados foram levantados pelo jornal Debate com base nas estatísticas do Detran-SP.

Os motociclistas foram as principais vítimas, somando dez mortes. Em seguida aparecem pedestres (3), ocupantes de automóveis (2) e ciclistas (1). Entre os motociclistas mortos, oito perderam a vida em vias urbanas.

Na comparação com 2024, o aumento no número de mortes foi de 71,4%. Naquele ano, foram registrados nove óbitos no trânsito, sendo sete nas vias urbanas e dois em estradas e rodovias. As vítimas foram cinco motociclistas, dois pedestres, um ocupante de automóvel e um ciclista.

Já em 2023, o município contabilizou oito mortes no trânsito: 4 motociclistas — todos em vias urbanas —, 2 ocupantes de automóveis, um pedestre e um caso sem informação disponível.

Histórico de mortes

Entre 2015 e 2025, foram registradas 114 mortes no trânsito em Lins, considerando vias urbanas, estradas e rodovias.

O ano de 2025 lidera com folga o número de vítimas fatais, com 16 mortes, sendo 12 em vias urbanas.

Histórico anual: 2015 (12); 2016 (13); 2017 (8); 2018 (9); 2019 (10); 2020 (8); 2021 (9); 2022 (12); 2023 (8); 2024 (9); 2025 (16) e 2026 (4).

Nos últimos cinco anos, 2021 foi o período com maior número de sinistros, totalizando 766 ocorrências, embora tenha registrado nove mortes.

Em 2025, apesar de o número de acidentes ter sido menor — 517 sinistros —, o total de vítimas fatais foi significativamente maior, chegando a 16 mortes.

Demais registros: 2022 (661 sinistros); 2023 (763); 2024 (559); 2020 (499). Em 2026, até o momento, foram contabilizados 112 sinistros e quatro mortes.

A maior parte dos acidentes com mortes ocorreu em vias urbanas, representando 64,4% dos casos. Já estradas e rodovias correspondem a 32,2%, enquanto 3,4% aparecem como não disponíveis.

Entre os homens, a faixa etária de 35 a 39 anos apresenta a maior incidência de mortes no trânsito, seguida pelos grupos de 25 a 29 anos e 40 a 44 anos.

Entre as mulheres, a maior incidência ocorre na faixa de 25 a 29 anos, seguida por 40 a 44 anos e 20 a 24 anos.

Os condutores representam 59,3% das mortes no trânsito. Passageiros correspondem a 27,1%; pedestres, 9,3%; e casos não disponíveis, 4,2%.

Homens conduzindo veículos representam 82% dos acidentes fatais, enquanto mulheres correspondem a 18%.

Entre os homens, os acidentes fatais envolvem principalmente motocicletas (35%), pedestres (19%), automóveis (16%), bicicletas (6%), caminhões (3%), ônibus (2%) e casos não disponíveis (2%).

Entre as mulheres, os maiores índices são de pedestres (8%), bicicletas (6%), automóveis (5%), motocicletas (4%) e outros registros menores.

Preocupação crescente

O jornal Debate tem recebido constantes manifestações de leitores preocupados com o trânsito em Lins. Situações de imprudência são observadas diariamente, como avanço de cruzamentos, uso de celular ao volante, motociclistas digitando mensagens enquanto dirigem, além da falta de respeito à sinalização, à preferência e à correta circulação nas vias.

Entre as principais causas de acidentes estão a falta de atenção e distração — principalmente pelo uso do celular —, o excesso de velocidade e a direção sob influência de álcool.

Especialistas alertam que dirigir acima do limite reduz o tempo de reação e aumenta a gravidade dos impactos. Já o consumo de álcool compromete reflexos, percepção de distância e velocidade, além da capacidade de julgamento do motorista.

 

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