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Presidente do Linense destaca equilíbrio financeiro, fortalecimento da base e projetos para o futuro do clube. Custo para manter categorias de base ativas, do Sub-11 ao Sub-14 é de R$ 400 mil por competição

no dia 23 de junho de 2026 às 17:10
- Dinho, dr. João Pandolfi, Samuel Vaz do Nascimento e João Rufino durante encontro realizado no gabinete do prefeito de Lins. (Foto: Prefeitura Municipal de Lins)

O presidente da Diretoria Executiva do Clube Atlético Linense, Samuel Vaz do Nascimento, participou do programa esportivo Debate-Bola, da Rádio Amiga, na quinta-feira, 18, quando abordou temas relacionados às categorias de base, à parceria com a Squadra Sports, responsável pelo departamento profissional, e os projetos em andamento para o futuro do clube.

Durante a entrevista, Samuel afirmou que o Linense atravessa um momento de estabilidade administrativa e financeira, sem pendências tanto no futebol profissional quanto nas categorias de base. Segundo ele, a Squadra Sports segue responsável pelos investimentos e pela gestão do elenco profissional, enquanto o clube mantém o comando das equipes de formação.

Ao comentar a parceria com investidores, o dirigente afirmou que a medida foi necessária diante da realidade do futebol atual e fez questão de destacar a confiança na equipe liderada pelo empresário Guilherme Bellintani. “São pessoas sérias e querem o bem do Linense”, afirmou.

Samuel também explicou como o clube tem buscado recursos para manter as equipes das categorias Sub-11, Sub-12, Sub-13 e Sub-14 em atividade. Entre os parceiros estão uma associação formada por pais de atletas, as prefeituras de Lins e Guaiçara, vereadores que destinam recursos por meio de emendas impositivas e um deputado que apoia o projeto.

De acordo com o presidente, a participação no Campeonato Paulista exige investimentos significativos. Cada conjunto de categorias — Sub-11 e Sub-12, que atuam na mesma rodada e contra os mesmos adversários; e Sub-13 e Sub-14, que seguem o mesmo formato —, demandam cerca de R$ 200 mil cada uma por competição, valor que inclui despesas com transporte, alimentação e logística.

O dirigente ressaltou ainda que o clube já consegue captar parte dos recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, mecanismo que permite às empresas destinar uma parcela dos impostos para projetos esportivos. No entanto, segundo ele, a arrecadação ainda está abaixo do necessário e a diretoria trabalha para ampliar o número de apoiadores.

Outro avanço citado foi o processo de obtenção do selo de Clube Formador, certificação concedida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) às agremiações que atendem critérios específicos de estrutura e desenvolvimento de atletas.

Encontro com o prefeito

Samuel reuniu-se na quarta-feira, 17, com o prefeito de Lins, dr. João Pandolfi, e com o secretário municipal de esportes, João Rufino. O ex-prefeito de Sabino, Dinho, também participou do encontro.

Entre os assuntos discutidos esteve a possibilidade de ampliação do uso do estádio Fernando Costa pelas categorias de base do Linense, inclusive para a realização de partidas oficiais.

O tema ganha relevância diante da expectativa de reforma do estádio. A Prefeitura obteve uma emenda parlamentar de R$ 700 mil para as obras, que deverão ser iniciadas no segundo semestre deste ano.

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