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A Polícia Civil, por meio da DIG de Lins, concluiu a investigação sobre o desvio e a comercialização de celulares doados pela Receita Federal à Etec de Lins.
O esquema foi descoberto em janeiro deste ano, após uma denúncia à polícia, dando início às diligências que resultaram na recuperação de quase 90 aparelhos e no indiciamento de 12 pessoas, em tese, por crimes como peculato, falsidade ideológica, associação criminosa, receptação qualificada e crimes contra a ordem tributária.
Segundo a investigação, a escola recebeu, em outubro de 2025, 150 smartphones e 120 smartwatches destinados a atividades de ensino. Apesar disso, 100 celulares teriam sido comercializados, sob a justificativa de que o dinheiro seria utilizado em reformas na unidade.
Os aparelhos teriam sido vendidos a um comerciante de Promissão por aproximadamente R$ 100 mil. Segundo a Polícia Civil, R$ 73 mil foram depositados na conta de um servidor da escola.
Durante as diligências, quase 90 celulares foram recuperados em cidades como Lins, Promissão, José Bonifácio, Ubarana, Mirassol, Lourdes, São José do Rio Preto, Olímpia e Orindiúva.
A investigação também identificou, segundo a Polícia Civil, inconsistências em documentos contábeis e uma ata que teria sido confeccionada posteriormente à data nela indicada.
O Centro Paula Souza afirmou, no âmbito administrativo, que a administração central desconhecia o recebimento das doações e a comercialização dos aparelhos. Três servidores da unidade foram afastados por 180 dias e duas pessoas foram exoneradas de cargos de confiança.
Com o encerramento do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia.
O Jornal Debate não conseguiu contato com o superintendente da Etec de Lins para que se manifestasse sobre o indiciamento. O espaço permanece aberto para manifestação dele e dos demais investigados. Matéria completa na edição impressa de sábado.