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Um menino de 4 anos morreu na tarde de domingo, dia 6, em Promissão, após ser encontrado desacordado dentro de um veículo. O caso é investigado pela Polícia Civil e, até o momento, não há definição sobre a causa da morte nem sobre eventual responsabilidade criminal.
De acordo com o registro policial, policiais militares foram acionados por volta das 16h27, inicialmente para uma ocorrência de averiguação de atitude suspeita, após a entrada da criança, já sem sinais vitais, no Hospital Geral de Promissão (HGP).
Segundo o relato apresentado à Polícia, o menino, identificado como P. H.S., de 4 anos, foi levado à unidade hospitalar pelo pai, de 41 anos, construtor. O médico que atendeu a criança informou que a criança já havia chegado sem sinais vitais.
Aos policiais, o pai relatou que participava de uma partida de futebol no campo do Distrito de Santa Maria do Gurupá e que, em razão da chuva, deixou o filho dentro de um veículo Honda City. Ele teria retornado ao jogo e, posteriormente, sido avisado por uma pessoa que havia uma criança presa ao vidro da porta do motorista.
Ainda conforme o depoimento registrado, o pai e um irmão quebraram o vidro do automóvel e retiraram a criança, que estava desacordada. O atendimento de emergência foi acionado e, em seguida, o menino foi levado pelo pai ao Hospital Geral de Promissão, onde o óbito foi constatado.
O veículo foi levado à Polícia Civil por familiares da vítima. A Perícia Técnica foi solicitada e, após os procedimentos necessários, o automóvel foi liberado ao proprietário.
Para esclarecer as circunstâncias e a causa da morte, foram requisitados ao Instituto Médico-Legal (IML) exames necroscópico e toxicológico.
Investigação
A Polícia Civil ainda não definiu o enquadramento criminal do caso. Conforme consta no registro, neste momento não é possível afirmar com segurança se houve abandono doloso de incapaz, eventualmente com resultado de morte, ou se os fatos poderão caracterizar uma conduta culposa ou outro tipo penal.
A investigação deverá prosseguir com a análise dos laudos periciais, além da oitiva dos pais, testemunhas e outras diligências consideradas necessárias para esclarecer o que aconteceu.
Por não haver, até o momento, fundamento legal para prisão, os envolvidos foram liberados. A eventual responsabilização criminal dependerá dos elementos que forem reunidos durante a investigação.