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Cilmar Machado

O AMOR DE VIVI ...

Cilmar Machado no dia 07 de janeiro de 2020 às 08:45
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Viviane, a Vivi, passou agoniada o Natal e o réveillon. Ainda jovem, 31 anos, tinha certeza de que perdera a oportunidade de ter ao seu lado o amor de sua vida. E tudo por uma bobeira, sem explicação.

Foi assim: tudo começou em setembro do ano passado. Até então, sempre procurara um grande amor, alguém que a fizesse tremer na base, vibrar de carinho e paixão. ¨Seria pretender demais? ¨, perguntava-se sempre. Tivera até aquele momento várias paqueras, mas todas deram em nada. ¨O que se passa com os homens? Têm medo de assumir algo mais sério? Em matéria de amor este mundo é pequeno e sombrio e eu não quero me precipitar e embarcar numa escolha de merda que me fará sofrer e lamentar por toda vida¨, concluiu tristemente.

Com Valdir, a coisa fora diferente. O primeiro encontro foi casual. Numa festinha de aniversário de uma amiga, conhecera aquele monumento de homem: alto, educado, inteligente, de traços fortes que fizeram-na lembrar um deus grego. Como Vivi, ele também procurava por um amor mais sério e consistente. Percebia-se isso pelos seu comportamento e gestos. Brincou com ela: ¨Valdir e Vivi, dois vês de vitória! ¨. Riram muito e trocaram os números de seus telefones para acessarem o zap, que se transformou em pouco tempo num excelente instrumento de conhecimento e conquista entre as pessoas. ¨O Cupido moderno não usa mais flechas para atingir os corações e sim o zap, mais rápido e eficiente. ¨, concluiu Vivi, sorrindo.

O tempo foi passando. Setembro e outubro foram meses de conhecimento, troca de elogios e afinação de sonhos e interesses. Tudo parecia se encaixar. Finalmente Vivi encontrara sua alma gêmea. Ela e Valdir pareciam uma só pessoa. Mesmos conceitos, gostos e sonhos. Seria ele o tão sonhado homem de sua vida? Foi aí que, no finalzinho de outubro, Valdir inesperadamente pediu conceder-lhe um tempo. Pretendia afastar-se por um período para melhor pensar sobre a relação entre ambos. Quando tivesse uma solução, entraria novamente em contato. E assim foi. Passaram-se novembro, dezembro, janeiro chegara e até agora, nada! Nenhum sinal de vida. Daí a agonia de Vivi que resolveu até apelar para São Longuinho, aquele dos três pulinhos! Estava amando intensamente e Valdir era o seu farol: ¨Será que ele ficou decepcionado com alguma coisa que eu lhe tivesse dito? Será não me ama tão intensamente como eu o amo? E pior, será que arranjou outra? ¨, remoía Vivi.

No dia seis de janeiro, dia de Reis, surgiram na tela do celular de Vivi a figura de dois enormes Vês. Seria ele? Era. Aos poucos uma mensagem linda de amor desenhou-se na tela: ¨Sabe, Vivi. Estando ao longe pude sentir que você é a mulher da minha vida. Posso contar tudo sobre mim e saber tudo sobre você. Nunca senti isso por alguém. Com você eu posso ser eu mesmo, sem me sentir envergonhado ou constrangido. Irei procurá-la em breve. Casa comigo? ¨.

¨Sim, sim, mil vezes sim, meu amor¨, teclou chorando Vivi, que na mesma hora lembrou-se de dar os três pulinhos como agradecimento pela ajuda de São Longuinho ...

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