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Entre a assistência e a ordem pública: o desafio de lidar com moradores de rua

no dia 08 de abril de 2026 às 16:23
- Moradores de rua em Lins (foto: Divulgação)

Em Lins, há mais de 150 pessoas cadastradas entre moradores de rua, transeuntes e indivíduos em situação de vulnerabilidade. A abordagem de pessoas pedindo

O crescimento da população em situação de rua não é uma realidade exclusiva de Lins. No entanto, é cada vez mais visível o aumento de pessoas em diversos pontos da cidade pedindo dinheiro ou alimento.

Esse cenário envolve diferentes níveis de vulnerabilidade: usuários de drogas, dependentes de álcool, pessoas com transtornos mentais ou em sofrimento psicológico, entre outras situações.

Trata-se de uma realidade complexa que, por vezes, gera desconforto no comércio e na população em geral. Há relatos de invasões a residências, pequenos furtos e abordagens consideradas tensas.

A situação é agravante e de difícil solução. Equilibrar a segurança e a tranquilidade da população com o respeito aos direitos dessas pessoas tornou-se um grande desafio para as instituições de segurança pública e para o Poder Executivo.

Em julho de 2023, o Supremo Tribunal Federal determinou a proibição de remoções forçadas de pessoas em situação de rua em espaços públicos, bem como a apreensão de seus pertences sob justificativa de manutenção da ordem urbana.

Na prática, a medida estabelece que ações de retirada compulsória só podem ocorrer dentro de parâmetros legais e humanizados, com garantia de dignidade e oferta de alternativas, como abrigamento e acesso a serviços básicos.

O tema é delicado e ganha ainda mais relevância diante do crescimento dessa população, impulsionado por fatores como desemprego, aumento do custo de vida e fragilidade das políticas habitacionais.

Em Lins, há mais de 150 pessoas cadastradas entre moradores de rua, transeuntes e indivíduos em situação de vulnerabilidade. A abordagem de pessoas pedindo comida ou dinheiro ocorre em diversos pontos da cidade, sendo que alguns portam objetos cortantes, como facas ou instrumentos similares.

Trata-se de uma realidade que envolve tanto pessoas em extrema necessidade quanto indivíduos que podem representar risco à sociedade.

Marcelo Gomes é jornalista

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