publicidade
Em Lins, há mais de 150 pessoas cadastradas entre moradores de rua, transeuntes e indivíduos em situação de vulnerabilidade. A abordagem de pessoas pedindo
O crescimento da população em situação de rua não é uma realidade exclusiva de Lins. No entanto, é cada vez mais visível o aumento de pessoas em diversos pontos da cidade pedindo dinheiro ou alimento.
Esse cenário envolve diferentes níveis de vulnerabilidade: usuários de drogas, dependentes de álcool, pessoas com transtornos mentais ou em sofrimento psicológico, entre outras situações.
Trata-se de uma realidade complexa que, por vezes, gera desconforto no comércio e na população em geral. Há relatos de invasões a residências, pequenos furtos e abordagens consideradas tensas.
A situação é agravante e de difícil solução. Equilibrar a segurança e a tranquilidade da população com o respeito aos direitos dessas pessoas tornou-se um grande desafio para as instituições de segurança pública e para o Poder Executivo.
Em julho de 2023, o Supremo Tribunal Federal determinou a proibição de remoções forçadas de pessoas em situação de rua em espaços públicos, bem como a apreensão de seus pertences sob justificativa de manutenção da ordem urbana.
Na prática, a medida estabelece que ações de retirada compulsória só podem ocorrer dentro de parâmetros legais e humanizados, com garantia de dignidade e oferta de alternativas, como abrigamento e acesso a serviços básicos.
O tema é delicado e ganha ainda mais relevância diante do crescimento dessa população, impulsionado por fatores como desemprego, aumento do custo de vida e fragilidade das políticas habitacionais.
Em Lins, há mais de 150 pessoas cadastradas entre moradores de rua, transeuntes e indivíduos em situação de vulnerabilidade. A abordagem de pessoas pedindo comida ou dinheiro ocorre em diversos pontos da cidade, sendo que alguns portam objetos cortantes, como facas ou instrumentos similares.
Trata-se de uma realidade que envolve tanto pessoas em extrema necessidade quanto indivíduos que podem representar risco à sociedade.
Marcelo Gomes é jornalista