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Maior ponte do Estado: duplicação entre Novo Horizonte e Pongaí já tem 75% das obras concluídas

no dia 12 de junho de 2026 às 16:23
Atualizada em 12 de junho de 2026 às 16:26
- Duplicação da maior ponte de São Paulo também exige operação sobre o Rio Tietê, com balsas, embarcações de apoio e fundações dentro do rio (Foto: Celio Messias/Governo de São Paulo)

A obra de duplicação da maior ponte do estado de São Paulo chegou a 75% de conclusão. A ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona tem 2,4 quilômetros de extensão e liga os municípios de Novo Horizonte e Pongaí. A previsão é que as obras sejam concluídas ainda neste ano.

A obra em andamento não substitui a ponte atual. Trata-se da construção de uma estrutura paralela no sentido leste da rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os quilômetros 229 e 232.

Com a duplicação, a nova ponte terá duas faixas de rolamento, enquanto a estrutura existente será revitalizada e adaptada para pedestres e ciclistas, com reforço de iluminação. O investimento total será de R$ 387,3 milhões (base abril/26).

O projeto prevê um vão central de 125 metros e o uso de 208 vigas pré-moldadas, cada uma com 41 metros de comprimento e 74 toneladas. Essas vigas são produzidas no próprio canteiro de obras, em uma usina instalada no local, o que acelera o cronograma de execução.

A duplicação da maior ponte de São Paulo também exige operação sobre o rio Tietê, com balsas, embarcações de apoio e fundações dentro do rio. Das 124 estacas que dão sustentação às novas faixas, 112 estarão dentro do rio.

Além disso, a obra utiliza vigas pré-moldadas de concreto e, no vão central, o método de balanços sucessivos, pensado para manter a navegação da Hidrovia Tietê-Paraná durante a execução.

Impacto logístico na região

A duplicação da ponte deve ampliar a segurança e melhorar a mobilidade no noroeste paulista. Com isso, o impacto será logístico, porque a ponte serve para o escoamento da produção agrícola e industrial da região.

Mais de 1,3 milhão de veículos passam pela ponte durante o ano. A localização também se conecta à Hidrovia Tietê-Paraná, por onde passaram, em 2024, 959 mil toneladas de soja, 403 mil toneladas de cana-de-açúcar e 81,5 mil passageiros.

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