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Nova escola estadual inaugurada em Lins tem capacidade para 780 alunos. ‘A parte pedagógica permanece 100% com o Estado’, afirmou representante do governo estadual; construção, manutenção e zeladoria ficam com a concessionária

no dia 27 de agosto de 2026 às 18:39
- Vista interna da escola (foto: Emerson Secco)

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP) inaugurou oficialmente na terça-feira, 25, a Escola Estadual Adhemar Ferreira da Silva, no bairro Santa Terezinha, em Lins. A unidade faz parte do programa PPP Novas Escolas, que prevê a entrega de 33 escolas em 29 municípios paulistas.

Construída em uma área de 8.526,17 metros quadrados doada pelo município, a escola tem 21 salas de aula e capacidade para atender a 780 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, em período integral, com jornada de nove horas diárias. As aulas do segundo semestre já começaram.

O prédio conta, ainda, com espaços de estudos, salas de inovação, auditório, ginásio poliesportivo, vestiários e ambientes adaptados para acessibilidade.

Gestão pedagógica continua com o Estado

Durante a inauguração, o secretário executivo da educação, Vinicius Mendonça Neiva, destacou que a parceria público-privada não altera a gestão pedagógica da escola. “A parte pedagógica permanece 100% com o Estado”, afirmou. Segundo ele, direção, professores, coordenadores pedagógicos, material didático e metodologia continuam sob responsabilidade da Secretaria da Educação.

À concessionária cabe a manutenção e a zeladoria do prédio, incluindo serviços de limpeza e conservação. “A iniciativa privada vai se preocupar em deixar o equipamento 100% funcional, 100% limpo, tudo funcionando sem nenhum problema”, explicou.

De acordo com o secretário executivo, das 33 unidades previstas no programa, 16 já foram entregues, a outras 17 estão programadas para conclusão até junho de 2027.

Ciclo educacional

Em sua fala, o prefeito dr. João Pandolfi destacou a importância da nova escola para os moradores do Santa Terezinha e bairros próximos. Para ele, a unidade completa o ciclo educacional na região, reunindo diferentes etapas de ensino. “Entra bebezinho e sai no Ensino Médio. Então, fecha-se esse ciclo importante”, afirmou.

Pandolfi também ressaltou o modelo de PPP, que, segundo ele, permite que profissionais da educação concentrem seus esforços nas atividades pedagógicas, enquanto a concessionária fica responsável pela estrutura e manutenção do prédio. “Os professores e diretores são da parte da educação. Não são executivos, propriamente dito. Vai ficar para a concessionária a manutenção, a segurança e os problemas estruturais”, afirmou.

A PPP Novas Escolas prevê investimento de R$ 2,1 bilhões em um contrato de concessão de 25 anos. A parceria estabelece a responsabilidade da concessionária pela construção e manutenção dos prédios, enquanto a gestão educacional permanece com o Governo do Estado.

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