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Esportes

Sem entrar em campo há 108 dias, Linense vive expectativa para a volta do Paulista A-3

no dia 01 de julho de 2020 às 21:10
- Técnico Xande (arquivo/Debate)

A partir de hoje, dia 1º, os treinos estão liberados no Paulista A-1, seguindo rigoroso protocolo da saúde pactuado entre a Federação, clubes e o governo de São Paulo.

Com isso, os clubes da A-2 e A-3 passam a viver uma expectativa maior para a liberação em suas divisões. O Linense fez seu último jogo há 107 dias, em 13 de março. Os atletas foram liberados no dia 18 de março. “A gente vê que a série A-1 está para voltar. No Linense, estamos em contato constante com a diretoria. Se puder voltar amanhã, a gente está pronto no que diz respeito ao campo -- reunir os jogadores e cumpri as adaptações que a saúde exige. Estamos ansiosos e esperançosos de que em breve tudo volte ao normal”, disse o técnico Xande, ao Debate-Bola.

Um fato negativo foi à regressão de Lins e das cidades da região de Bauru, da fase laranja para a vermelha, na qual só podem funcionar os serviços essenciais.

Xande acredita que irá conseguir contar com as principais peças do elenco, mesmo aqueles atletas cujos contratos terminaram. “Realmente, conversamos todos os dias – é uma função minha motivar os atletas para o trabalho físico em casa. Tenho passado para eles que assim que for liberado pelo governo estadual, vamos retornar. A maioria daqueles cujo contrato terminou já tem acordo verbal para voltar. Não vamos perder muitos atletas e, se precisar, faremos contratações pontuais”, projetou.

Para o treinador, que também é preparador físico, o tempo ideal de pré-temporada, considerando o longo período de inatividade, seria de 45 dias para reduzir o risco de lesão. “A gente acredita que em 30 dias, contando com as cinco substituições, daria para começar. Não seria o ideal, mas daria porque os jogadores estão trabalhado em casa”, afirmou.

Trabalho paralelo para completar a renda

O técnico Xande contou ao Debate que tem trabalhado com o irmão, na empresa de calhas do pai, para completar a renda.

“A gente tem as obrigações de pai de família e está difícil para todos. Estou trabalhando com o meu irmão. A Federação suspendeu as cotas e o clube tem passado o dinheiro que pode. À noite, tenho estudado bastante futebol”, comentou.

Segundo o treinador, essa realidade é vivida por vários jogadores do elenco do Linense. “Eu acredito que do nosso grupo, entre 60% a 70% estão fazendo bico. A A-3 já não paga bem e com o clube sem cota fica mais complicado. É a realidade do futebol. Os clubes estão com dificuldades para pagar e os jogadores têm compromissos, contas para pagar”, comentou.

 

  

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