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Prefeitura cria gabinete de crise após alerta sobre risco em açudes na zona rural. Órgãos técnicos estaduais realizaram vistorias na quinta-feira

no dia 14 de fevereiro de 2026 às 10:24
- Prefeito dr. João Pandolfi acompanha técnicos de órgãos estaduais durante vistoria em açudes na zona rural de Lins, após alerta de risco provocado pelas fortes chuvas. (Foto: PML)

O prefeito de Lins, dr. João Pandolfi, acompanhado de secretários e técnicos municipais, concedeu uma entrevista coletiva no final da tarde de quarta-feira, 11, para esclarecer a situação envolvendo açudes na zona rural do município, após as fortes chuvas registradas no início da semana.

Segundo o prefeito, o volume de chuva na cabeceira do córrego Campestre foi significativamente maior do que na área urbana. Enquanto Lins registrou cerca de 69 milímetros em 24 horas na terça-feira, 10, na zona rural o acumulado extraoficial teria ficado entre 220 e 250 milímetros no mesmo período. Na quinta-feira, 12, a Defesa Civil informou novo acumulado de 59 milímetros em 24 horas.

O excesso de chuva provocou o transbordamento de açudes, rompimento de curvas de nível e forte correnteza, com grande volume de água barrenta descendo em direção à cidade pelo Córrego Campestre, cujo volume de água estava elevado mesmo sem estar chovendo.

Além do extravasamento causado pelas chuvas, análises preliminares identificaram possíveis problemas estruturais em um dos açudes, o que acendeu o alerta para risco de rompimento. De acordo com estimativas técnicas mencionadas na coletiva, um eventual rompimento poderia liberar até 130 milhões de litros de água, atingindo rapidamente áreas da cidade, especialmente a região da avenida Tiradentes.

Medidas preventivas

Diante do cenário, a Prefeitura instalou um gabinete de crise, subordinado à Secretaria de Segurança, e mobilizou todas as secretarias municipais.

Entre as medidas adotadas estão: reuniões com empresários e moradores da região da avenida Tiradentes; Suspensão preventiva de aulas em escolas e creches da área considerada mais vulnerável; interrupção temporária de atividades em equipamentos públicos como CSU, CCI, CDI e AMAS; monitoramento constante por meio de câmeras e equipes em campo.

Também participaram das reuniões representantes da Via Rondon, Sabesp, CPFL, Polícias Militar, Civil, Rodoviária e Ambiental, Corpo de Bombeiros, Exército, Usina Lins e Renuka.

Diante da situação, cinco escolas e creches instaladas na avenida Tiradentes decidiram suspender as aulas na quinta e sexta-feira.

Vinda de especialistas

Na quinta-feira, 12, o prefeito recebeu representantes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo) e da Defesa Civil da Regional de Bauru.

A equipe técnica municipal das secretarias de obras, meio ambiente, segurança e comunicação, além da Defesa Civil, acompanhou a vistoria em açudes localizados na zona rural do município.

Após a análise técnica, os órgãos estaduais vão elaborar e emitir um relatório conclusivo sobre a situação. A Prefeitura aguarda a avaliação oficial, que deverá orientar as próximas medidas a serem adotadas.

Segundo o prefeito, o município não é responsável pela autorização ou fiscalização dos açudes, mas está tomando todas as providências necessárias para prevenir riscos e preservar vidas.

Monitoramento diário

A administração informou que as reuniões e avaliações serão diárias, acompanhando a evolução das condições climáticas. Embora não haja confirmação de rompimento iminente, o risco potencial existe, especialmente em razão do solo encharcado e da continuidade das chuvas. “Estamos nos preparando para o pior, torcendo para que não aconteça. Nosso foco é salvar vidas”, destacou o prefeito.

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