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O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) realizou reunião na última quinta-feira, 23, para discutir um problema que tem se repetido em parte das escolas, principalmente estaduais: conflitos entre alunos e o uso de entorpecentes nas entradas e saídas do período escolar. A preocupação maior recai sobre estudantes a partir da sétima série, faixa etária onde os episódios têm sido mais frequentes.
Apesar da presença da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM) nas unidades, o desafio é concentrar efetivo em todos os pontos ao mesmo tempo. Os casos, segundo relatos, ocorrem nos mesmos horários, o que dificulta a cobertura integral. A expectativa é de reforço no efetivo da GCM, ainda considerado insuficiente diante da demanda.
O problema maior está no fluxo de saída
O vice-diretor da Escola Estadual Professor Dorival Calazans Luz, professor Marcos Fabiano, destacou mudanças no perfil dos alunos e na dinâmica escolar. “Hoje, o aluno entra às 7 e sai às 16 horas. O efetivo (policial) costuma estar presente no período da manhã, mas os problemas aumentam à tarde. Os alunos criam rixas, e muitas brigas acontecem na saída, por causa do fluxo”, afirmou.
Marcos também mencionou que, embora o tráfico nas proximidades tenha diminuído, ainda preocupa. “Já tivemos muitas brigas dentro da escola. Fazemos mediação com as famílias, mas sentimos falta de ações preventivas. O Proerd ajudava muito na orientação dos alunos, e hoje não temos mais esse apoio”, completou.
Proximidade entre Polícia e escola é fundamental
Representando a Polícia Civil, o investigador Helder, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), chamou a atenção para alunos com baixa frequência escolar e maior envolvimento em conflitos e drogas. “É importante que inspetores e funcionários procurem a Polícia Civil quando identificarem situações suspeitas. Podemos fazer um estudo mais amplo e atuar nos casos mais graves”, explicou.
O delegado da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), Arthur Nogueira Franco, reforçou a necessidade de integração. “A relação de proximidade entre as instituições é essencial para prevenir e agir com eficiência”, afirmou. (com informações do jornalista Marcelo Gomes).